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domingo, 18 de fevereiro de 2018

OS MEUS 20 FILMES PREFERIDOS

Como espero que tenham percebido, estes não são os melhores 20 filmes da história do cinema (quem sou eu para fazer esse tipo de distinção?) mas sim os meus preferidos. É possível que na lista hajam alguns títulos que, na boca dos especialistas, também possam fazer parte dos 20 melhores, mas é pura coincidência.

Chegar a esta lista não foi fácil, principalmente porque como maluquinho que sou por cinema Musical e de Terror, a tentação de só escolher filmes desses géneros foi muita. Mas decidi não o fazer, até porque adoro todos os que se encontram nesta lista e são todos filmes que não me importo de ver vezes sem conta.

Como devem calcular, esta lista foi feita hoje, é sempre possível que no futuro seja alterada e isso até bom, pois significará que encontrei mais um filme inesquecível digno de substituir um destes títulos.

A lista é por ordem alfabética do título original.

ALIENS (Aliens, O Recontro Final) de James Cameron – É muito raro uma sequela ser melhor que o original, mas este é um desses casos. Cameron dá-nos uma mistura explosiva e emocionante de terror, ficção-científca e cinema de acção. Dentro do género é do melhor que há!




ALL ABOUT EVE (Tudo Sobre Eva) de Joseph L. Mankiewicz – Um elenco perfeito (Bette Davis no seu melhor), um argumento fabuloso e um realizador por excelência conjugaram-se para nos dar um inesquecível retrato sobre o mundo do teatro e da paixão que este provoca. Um verdadeiro clássico!


THE BAND WAGON (A Roda da Fortuna) de Vincent Minnelli – O Musical é o meu género de cinema preferido e tem aqui um dos seus exemplos maiores. Fred Astaire e Cyd Charisse são perfeitos, o seu “Dancing in the Dark” é pura poesia cinematográfica e o seu “The Girl Hunt Ballet” é simplesmente fabuloso. Apaixonei-me por ele a primeira vez que o vi e essa paixão nunca morreu!



BEAUTY AND THE BEAST (A Bela e o Monstro) de Gary Trousdale e Kirk Wise – Adoro os clássicos mais antigos da Disney, mas a mistura de conto de fadas (que eu adoro) com os géneros de Animação e Musical deste filme é pura magia. Toda a equipa estava divinamente inspirada e o resultado é brilhante!




BEN-HUR de William Wyler - Sempre tive um fraquinho pelo chamado cinema histórico/biblíco, também conhecido por “peplum”, e esta super-produção com a sua inesquecível corrida das quadrigas, a relação homoerótica dos seus protagonistas e a questão da fé, é o melhor exemplo do género. Emocionante e emocional!



E.T. THE EXTRA-TERRESTRIAL (E.T.  – O Extra Terrestre) de Steven Spielberg – Um verdadeiro conto de fadas de ficção-científca que acorda a criança que existe dentro de nós. Risos, lágrimas, magia e suspense tornam este filme de Spielberg deliciosamente irresistível!




THE EXORCIST (O Exorcista) de William Friedkin – Depois do Musical, o meu género de eleição é o Terror, de que este filme é um dos melhores exemplos. Nunca o sobrenatural foi tão assustador e os calafrios não podiam ser mais eficazes. Ao fim destes anos todos, continua a provocar-me pesadelos!




GONE WITH THE WIND (E Tudo o Vento Levou) de Victor Fleming – Não sei se este é o filme mais romântico da história do cinema, mas é uma história de amor épica repleta de personagens inesquecíveis e com um elenco fantástico a dar-lhes vida. A química entre Vivien Leith e Clark Gable incendeia o ecrã e o filme está cheio de cenas de antologia. Um clássico que estará para sempre no meu coração!




HALLOWEEN (O Regresso do Mal) de John Carpenter – Outro grande filme de terror, onde Carpenter dá uma lição brilhante de como criar suspense com uma grande economia de meios. Uma heroína credível, um assassino assustador, uma banda sonora aterrorizante e a simples vontade de apenas criar medo, fazem deste filme um verdadeiro e eficaz marco do género!




HELLO, DOLLY! de Gene Kelly – O filme que mais gozo me dá ver. Vejo todos os seus defeitos, mas basta ver Barbra Streisand a liderar o elenco no “Put on Your Sunday Clothes” e tudo está perdoado. Um Musical em estado de graça, com uma banda sonora fabulosa e uma coreografia de cortar a respiração. Já não se fazem filmes destes! Simplesmente, adoro!




IT’S A WONDERFUL LIFE (Do Céu Caiu uma Estrela) de Frank Capra – O filme de Natal por excelência é também uma das mais bonitas histórias contadas em cinema e tem um James Stewart absolutamente genial. Capra sabe como ninguém manipular o público e se não chorarem a ver este filme é porque não têm coração. De visão obrigatória em todos os Natais!




THE NIGHTMARE BEFORE CHRISTMAS (O Estranho Mundo de Jack) de Henry Selick – Uma deliciosa mistura de três géneros que adoro: Animação, Musical e Fantástico. Um filme em puro estado de graça em que tudo se coaduna para fazer verdadeira magia cinematográfica, visualmente único e com uma banda sonora encantada. Deixem-se conquistar por Jack e seus companheiros e não se vão arrepender!




ON THE TOWN (Um Dia em Nova York) de Stanley Donen e Gene Kelly – Talvez o Musical mais bem-disposto da história do cinema, com um elenco notável e recheado de fabulosos números musicais. A vontade de nos juntarmos a estes marinheiros e suas namoradas é irresistível. Verdadeiramente contagiante!




A POCKETFUL OF MIRACLES (Milagre por um Dia) de Frank Capra – Capra e a fabulosa Bette Davis juntaram-se para nos dar uma comédia que tem tanto de comovente como de divertida. Imaginem uma mistura do MY FAIR LADY com o GUYS AND DOLLS e ficam com uma ideia do que isto se trata. Pode não ser um dos melhores da história do cinema, mas é um verdadeiro “guilty-pleasure” que eu adoro!




RAIDERS OF THE LOST ARK (Os Salteadores da Arca Perdida) de Steven Spielberg – Digam o que disserem, este é sem dúvida o melhor filme de Aventuras da história do cinema. Spielberg dá-nos a conhecer o fantástico Indiana Jones e leva-nos numa fabulosa aventura cheia de energia e emoção. O melhor filme de Spielberg e talvez o melhor filme que vi até hoje!




RATATOUILLE (Ratatui) de Brad Bird e Jan Pinkava – É impossível pensar numa história mais irresistível do que a deste rato que sonha em ser “chef” de cozinha, com resultados verdadeiramente brilhantes. É tão bom quando vemos um filme feito com tanta inspiração e amor!




SINGIN’ IN THE RAIN (Serenata à Chuva) de Stanley Donen e Gene Kelly - Para muitos o melhor filme Musical de todos os tempos, é sem dúvida aquele que tem um argumento mais original, diria mesmo genial. Uma festa para todos os sentidos, com um elenco intocável e momentos de pura antologia. Dá vontade de dançarmos à chuva!




SOME LIKE IT HOT (Quanto Mais Quente Melhor) de Billy Wilder – Para mim esta é a melhor Comédia da história do cinema, com um argumento em puro estado de graça e uma galeria de personagens memoráveis. O elenco não podia ser melhor e o final verdadeiramente hilariante. Sem pretensões a não ser divertir-nos, Wilder fá-lo com mão de mestre!




SUNSET BOULEVARD (O Crepúsculo dos Deuses) de Bily Wilder – Um retrato amargo de Hollywood, que dá vida a uma das mais fabulosas personagens que alguma vez apareceram no cinema, Norma Desmond (uma notável Gloria Swanson). Um misto de drama e “film-noir” que é verdadeiramente nostálgico!





VICTOR VICTORIA de Blake Edwards – Uma das minhas actrizes favoritas, Julie Andrews, tem aqui o melhor papel da sua carreira e o seu marido, o realizador Blake Edwards, o seu melhor trabalho. Uma comédia musical delirante onde tudo se conjuga na perfeição. Fabuloso!



15:17 DESTINO PARIS (The 15:17 to Paris) de Clint Eastwood

A História: Três jovens amigos americanos, dois deles militares, conseguem impedir um ataque terrorista num comboio a caminho de Paris, salvando assim a vida a dezenas de passageiros.

O Filme: Tenho o realizador Clint Eastwood em muito boa conta, mas esta descarada propaganda americana “pro-Trump” é o pior trabalho da sua ilustre carreira.
Os personagens reais são um bocado para o bronco e as suas vidas completamente desinteressantes. Um deles, Spencer, adora armas desde criança e ainda bem que assim é, pois se não fosse isso ele nunca teria salvo toda aquela gente; é esta a triste mensagem que Eastwood tenta fazer passar, de que é boa a paixão que os americanos têm por armas (sem ofensa aos que não a têm). Desinteressante é também a sua recruta e o seu passeio turístico pela Europa, que em termos de história só serve para ocupar tempo.
Não há dúvida que é de louvar o que estes três jovens fizeram, mas mereciam um filme melhor e menos “Trump-americanado”. Um grande erro de Eastwood foi o de dar os papéis principais aos verdadeiros heróis da história, pois nenhum deles convence no seu próprio papel e nenhum deles consegue criar empatia com o público, pelo menos foi o que eu senti.
A sequência do comboio é antí-clímax e só vejo a importância deste filme como um retrato positivo da América de Trump, que, como sabemos, não tem nada de positivo. Uma grande e irritante decepção!

Classificação: 1 (de 1 a 10)

sábado, 17 de fevereiro de 2018

THE FLORIDA PROJECT de Sean Baker

A História: Verão. A pequena Moonee vive com a sua mãe nos subúrbios do Disney World na Florida e passa os dias a brincar com os seus amigos. A sua atitude rebelde e mal-educada é herdada da sua mãe, uma mulher que vive de subterfúgios e mesmo prostituição.

O Filme: Tal como no seu filme anterior, TANGERINE, o realizador/argumentista Sean Baker mostra-nos o lado sujo e pobre dos Estados Unidos, mas fá-lo com realismo, sentido de humor, carinho pelos seus personagens marginais e sem pudor.
Ao princípio, fiquei com a ideia que ia assistir a quase duas horas de brincadeiras de crianças irritantes e mal-educadas, mas aos poucos e poucos comecei a perceber que o que interessa a Baker é a forte relação entre Moonee e sua mãe, o contraste entre o mundo cor-de-rosa da Disney e a negra realidade das classes menos favorecidas, bem como a cumplicidade protectora de Bobby, o responsável pela manutenção do empreendimento habitacional onde Moonee vive.
Um grupo de actores inexperientes dão vida às personagens dando-lhes um realismo que actores profissionais nunca lhes dariam, com destaque natural para Brooklynn Prince como Moonee e Bria Vinanite como a mãe. O veterano Willem Dafoe tem em Bobby um papel à altura do seu talento e foi justamente nomeado para o Óscar de Melhor Actor Secundário.
Entre o colorido das casas e a vida cinzenta dos seus personagens, há momentos de pequena magia, onde a imaginação de uma criança é a sua melhor amiga e o acto de partilhar um gelado um momento alto da sua existência. Mas acima de tudo, é um filme sobre o amor de uma mãe pela filha, por muita irresponsável que a primeira seja. Um bom filme, crú, mas com raios de esperança e inocência.

Classificação: 7 (de 1 a 10)