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terça-feira, 15 de agosto de 2017

ATOMIC BLONDE – AGENTE ESPECIAL (Atomic Blonde) de David Leitch

A História: Berlim dias antes da queda do muro. Lorraine Broughton é uma agente secreta que é enviada a Berlim para investigar a morte de um colega e recuperar uma lista que revela a identidade de vários agentes secretos. Aí é ajudada por Percival, um colega de profissão com uma perigosa agenda pessoal.

Os Actores: Charlize Theron pode não ser uma loira atómica, mas é uma verdadeira bomba em todos os aspectos. Aqui tem um papel feito à sua medida e é a mais sexy mulher 'kick-ass' dos últimos anos; Theron revela mais uma vez ser, para além de uma excelente actriz dramática, uma excelente mulher de acção. A seu lado, o sempre talentoso James McAvoy convence como o traiçoeiro Percival. John Goodman é sempre uma presença forte e Sofia Boutella uma sensual agente francesa.

O Filme: David Leitch, que aqui se estreia na realização de longas-metragens, dá-nos um thriller de acção empolgante, divertido, pouco plausível e que tem o bom senso de não se levar a sério. Com um ritmo por vezes vertiginoso, um excelente uso da situação política da altura e uma série de excelentemente coreografadas cenas de porrada, é um bom exemplo de cinema de acção sem qualquer tipo de pretensões. O filme fará as delícias dos apreciadores deste género. Claro que, se preferirem os vossos filmes de agentes secretos mais realistas e sérios, não vão gostar tanto como eu. Mas mais que não seja, não percam a oportunidade ver Theron no grande ecrã, acreditem que vale a pena! Cinema de acção e diversão em puro estado de adrenalina.

Classificação: 7 (de 1 a 10)



















domingo, 30 de julho de 2017

DUNKIRK de Christopher Nolan

A História: Durante a Segunda Guerra Mundial, cerca de 400.000 soldados das forças aliadas estão cercados pelos alemães e refugiam-se nas areias da praia de Dunkirk. Aí, enquanto aguardam ser salvos, são alvos fáceis para os caças alemães e a sua única esperança são as pequenas embarcações inglesas que rumam da costa inglesa para Dunkirk.

Os Actores: Caras conhecidas como Tom Hardy, Mark Rylance, Kenneth Branagh e Cillian Murphy, partilham o protagonismo com nomes pouco conhecidos como Fionn Whitehead, Jack Lowden, Aneurin Barnard, Barry Keoghan, Tom Glynn-Carney e Harry Styles. O resultado é equilibrado, realista, convincente, sem heróis ou anti-heróis. Aqui não há estrelas, apenas excelentes profissionais a fazerem o melhor que sabem.

O Filme: Atrevo-me a dizer que este é, até agora, o melhor trabalho do realizador/argumentista Christopher Nolan. Num registo mais realista do que é seu costume, Nolan dá-nos um filme tecnicamente perfeito, mas onde o que conta é o factor humano. Angustiante da primeira à última imagem, é um filme intenso que nos prende à cadeira e que se segue com o coração nas mãos. A nossa ligação com os milhares de soldados que esperam por um milagre nas areias de Dunkirk pode não ser muito íntima, mas é muito emocional e, apesar de não os conhecermos bem e de alguns estarem dispostos a tudo para sobreviver, a verdade é que estamos incondicionalmente do seu lado. Longos planos, efeitos especiais realistas, uma fotografia fabulosa, uma montagem genial, uma banda sonora adequada, pequenas histórias simples, dão-nos uma visão inesquecível e crua de uma guerra que marcou para sempre a história da humanidade. Um dos melhores filmes do ano e, se houver justiça, já um sério candidato aos próximos Óscares. A não perder!

Classificação: 8 (de 1 a 10)
























sábado, 22 de julho de 2017

LADY MACBETH de William Oldroyd

A História: Na Inglaterra rural do século 19, Katherine é uma jovem que foi comprada para casar com um homem mais velho que não sente qualquer desejo ou amor por ela. Quando este e o seu austero pai se ausentam por uma temporada, Katherine enrola-se com Sebastian, um dos empregados do marido, por quem se apaixona perigosamente.

Os Actores: A jovem Florence Pugh é excelente como Katherine e consegue, apesar de todas as coisas más que a sua personagem faz, colocar-nos do lado dela. Ela tão depressa parece uma mulher fria e inexpressiva, como se transforma numa mulher loucamente apaixonada e muito “caliente”. O filme pertence-lhe por direito! O restante elenco dá autenticidade aos seus personagens e apenas Cosmo Jarvis, como Sebastian, falhou em me convencer pela sua paixão por Katherine... se calhar ele só quer é sexo.

O Filme: Na sua estreia nas longas metragens, William Oldroyd revela-se um realizador cuidado, de grande sentido estético, que sabe como nos prender ao ecrã, apesar do ritmo por vezes lento da acção. Os jogos de sedução e crime que pontuam a história, estão bem desenvolvidos, sem nunca caírem no gratuito e mantendo o filme num constante ambiente de tensão. O desenrolar final dos acontecimentos não surpreende, mas faz todo o sentido e a imagem de Katherine sentada no seu sofá irá assombrar-me pelos próximos tempos. Para mim, o lado mais interessante do filme é a forma em como somos manipulados a gostar de uma jovem capaz de assassinar a sangue frio, como se a sua situação amorosa justificasse qualquer uma das suas acções. Sem dúvida um filme interessante e um novo realizador a ter em atenção.

Classificação: 6 (de 1 a 10)




quarta-feira, 19 de julho de 2017

DUAS MULHERES, UM DESTINO (Sage Femme) de Martin Provost

A História: Claire, uma parteira solitária, recebe um telefonema da antiga amante do seu pai, Béatrice, a qual levou este ao suicídio quando o deixou. Curiosa por saber o que ela fez com a sua vida, Claire aceita encontrar-se e juntas acabam por criar laços de amizade.

Os Actores: Duas grandes Catherines, Frot e Deneuve, dão vida, respectivamente, a Claire e a Béatrice. A química que partilham entre si é a alma e o coração deste drama pontuado por humor. Ambas dão-nos excelentes interpretações e há muito tempo que não via Deneuve tão bem; a verdade é que o papel lhe assenta que nem uma luva e o mesmo se pode dizer do papel de Frot.

O Filme: Imagino o prazer que deve ter dado ao realizador Martin Provost não só dirigir este duo de actrizes, como também escrever estes papéis para elas. A sua câmara filma-as com amor e carinho e tudo o resto é quase secundário. É um drama por vezes comovente que nos fala de pessoas reais, em cujas vidas não acontece nada de especial e que, no entanto, têm vidas tão ricas em emoções que nos fazem acreditar que, apesar dos problemas, é bom estarmos e sentirmo-nos vivos. Não é uma lição de moral, mas apenas um pequeno filme, com grandes actrizes e uma história simples, sem pretensões de ser artístico ou de nos revelar grandes verdades.

Classificação: 6 (de 1 a 10)