Etiquetas

segunda-feira, 14 de maio de 2018

GUERNSEY – A SOCIEDADE LITERÁRIA DA TARTE DE CASCA DE BATATA (The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society) de Mike Newell

A História:Inglaterra, após o termo da 2ª Guerra Mundial. Uma jovem escritora, Juliet, vai até à ilha de Guernsey para conhecer os membros da Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata, a fim de escrever um artigo sobre eles. 

O Filme:Desde do FOUR WEDDINGS AND A FUNERAL que o realizador Mike Newell não nos dava um filme tão bom! 
É extremamente refrescante assistir a uma história sobre pessoas e deixar-nos envolver emocionalmente com elas. Aqui não há efeitos especiais, apenas emoções e uma excelente história contada com coração e humor por Newell. Noutras mãos podíamos estar perante uma lamechice, mas Newell evita as armadilhas do género e combina habilmente um romance de amor com um drama de guerra.
Um elenco notável cria a atmosfera perfeita e apeteceu-me fazer parte desta inesquecível sociedade literária. No papel de Juliet, Lily James é um doce com personalidade e curiosidade; a seu lado, Michiel Huisman é um homem terra-a-terra, mas de grande sensibilidade. A química que se gere entre ambos é imediata e transborda com magia para fora do ecrã. Igualmente inesquecíveis são Katherine Parkinson como Isola, Penelope Wilton como Amelia e Tom Courtenay como Eben.
É um drama romântico como há muito via, apaixonado e apaixonante! Este pequeno tesouro merece ser visto e acarinhado pelo público. A não perder e não se envergonhem de partilhar umas lágrimas com os personagens.

Classificação: 8 (de 1 a 10)


segunda-feira, 7 de maio de 2018

UM LUGAR SILENCIOSO (A Quiet Place) de John Krasinski

Sempre disse que um bom filme de terror precisa de ter personagens credíveis, uma boa história, suspense e atmosfera; tudo o resto, gore e grandes efeitos especiais, é secundário. O grande sucesso deste filme prova que esta receita é eficaz. A não perder!

No meu blog JORGE’S DARK PLACE podem ler a minha opinião sobre este filme, bem como ver uma pequena galeria de cartazes do mesmo: http://jorgesdarkplace.blogspot.pt/2018/05/um-lugar-silencioso-quiet-place-de-john.html

domingo, 22 de abril de 2018

THE PLACE de Paolo Genovese

A História:Num café chamada “The Place” um homem realiza sonhos a quem a ele se dirige e esteja disposto a fazer o que ele lhes propõe.

O Filme: Cenário único, elenco convincente e um argumento emaranhado que me prendeu a atenção desde o início. Paolo Genovese, o realizador do sucesso PERFETTI SCONOSCIUTI (que por cá se chamou AMIGOS AMIOGS, TELEMÓVEIS À PARTE), volta a dar-nos uma galeria de personagens cujas vidas se cruzam com resultados por vezes inesperados e fá-lo com algum humor.
O meu único senão tem a ver com o final. Tudo o que acontece parece levar-nos para um clímax que não acontece e que me deixou com algumas perguntas sem respostas. É daqueles filmes giros para se discutir em grupo e avaliar as interpretações que cada um de nós possa fazer dos acontecimentos nele narrados.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

A RAPARIGA NO NEVOEIRO (La Ragazza Nella Nebbia) de Donato Carrisi

A História:Numa pequena e isolada localidade, uma rapariga desaparece sem deixar rasto. Do exterior é enviado o Agente Vogel a fim de descobrir o seu paradeiro, nem que para isso tenha que montar um espectáculo televisivo e arranjar um suspeito à força.

O Filme:Se gostam de thrillers policiais com reviravoltas de argumento este filme é para vocês e também julgava que era para mim. A história é boa e o elenco também, mas o realizador arrasta a acção por mais tempo do que devia, tornando as coisas por vezes aborrecidas e provocando um bocejo aqui e ali.
Gostei da história e imagino o que um realizador mais imaginativo poderia ter feito com a mesma, se bem que... como dizer isto sem revelar demasiado?... Bem, a última cena do filme revela algo previsível. É uma pena que este policial não seja emocionante, pois podia e devia sê-lo.

Classificação: 4 (de 1 a 10)


NOITE DE JOGO (Game Night) de John Francisc Daley e Jonathan Goldstein

A História:Um grupo de amigos que adoram as suas noites de jogos, vêem-se envolvidos num jogo verdadeiro que lhes pode custar a vida.

O Filme:Gosto muito da Rachel McAdams e simpatizo com o Jason Bateman, mas até me custou vê-los nesta comédia tipo thriller sem piada e onde raramente me ri. Os dois têm mesmo uma cena que é embaraçosa de tão má que é, acontece quando ela tenta extrair-lhe uma bala do braço... para esquecer.
Seja como for e, uma vez que no IMDB, o filme está com uma classificação de 7.4, presumo que faço parte de uma minoria que não acha graça a estas comédias estúpidas “made in Hollywood”. É uma pena, pois a ideia até que se prestava a algo de interessante...  Não é para mim!

Classificação: 1 (de 1 a 10)


segunda-feira, 16 de abril de 2018

ACERTA O PASSO (Finding Your Feet) de Richard Loncraine

A História:Na festa da reforma do seu marido, a “snobenta” Sandra descobre que este tem um caso com a sua melhor amiga. Furiosa, deixa-o e vai viver com a sua irmã, um espírito livre; é esta que a força a sair do seu drama conjugal e a juntar-se ao seu grupo de dança.

O Filme:Apesar do título e do cartaz, este filme não é um musical. Por isso não se assustem todos aqueles que se irritam sempre que um personagem canta em vez de falar. É verdade que o filme tem música e alguma dança, mas esta acontece no contexto de uma sala de aulas ou de uma exibição pública.
O que o realizador Richard Loncraine nos dá é uma divertida e comovente comédia, que sem ser moralista, nos diz que devemos aproveitar as oportunidades que a vida nos dá e que nunca é demasiado tarde para afirmarmos ser quem somos. 
No papel de Sandra, a pequena grande Imelda Staunton é tão real que até nos esquecemos que está a representar um papel; como a sua irmã, Celia Imrie é uma colorida lufada de ar fresco. Timothy Spall é um realista Charlie e Joanna Lumley uma bem-disposta Jackie.
Os espectadores mais cínicos vão achar o filme lamechas, mas acredito que o bom humor e o excelente elenco poderão conquistá-los. Pessoalmente, ri, chorei e concordo que é um bom “feel-good movie” e todos precisamos disso de vez em quando.

Classificação: 7 (de 1 a 10)

CANIBAIS, ZOMBIES E ALIENS À ITALIANA

Tinha 13 anos quando vi o meu primeiro filme de canibais e 15 quando vi o meu primeiro filme de zombies, ambos eram italianos e fui vê-los na companhia dos meus pais. Posso, portanto, dizer, que fui iniciado no gore italiano pelos meus pais.

Há uns anos atrás, em 2011, escrevi uma pequena crónica cinéfila sobre este tipo de cinema e achei que agora era uma boa altura de a revisitar e lhe dar uma nova vida, publicando-a no meu blog JORGE’S DARK PLACE.

Aviso já que a crónica é longa, mas é ilustrada com muitas imagens e cartazes dos filmes mencionados, incluindo os cartazes da estreia em Lisboa e os programas dos cinemas onde os vi. Espero que gostem e, acreditem, tenho saudades desses tempos! Aqui fica o link: http://jorgesdarkplace.blogspot.pt/2018/04/canibais-zombies-e-aliens-italiana.html

domingo, 8 de abril de 2018

MADAME de Amanda Sthers

A História: A fim de evitar o possível azar de ter 13 pessoas sentadas durante um jantar, Anne obriga uma das suas criadas, Maria, a fazer-se passar por uma das convidadas e assim passarem a ser 14 pessoas à mesa. Acontece que o filho do marido de Anne, diz a um dos abastados convidados que Maria é de uma família nobre e este faz a corte a Maria, para espanto e inveja de Anne.

O Filme: É sempre agradável assistir a uma comédia que tem realmente graça e ao mesmo um grão de amargura. Numa cena emblemática, Maria diz que “as pessoas gostam de finais felizes”, algo que deixa os convidados do jantar quase chocados... na realidade eles não fazem parte das “pessoas”, acham-se mais que elas, mas a verdade é que isso não os faz mais felizes.
Isto é uma comédia de enganos sobre o amor, a solidão, o desespero, a humilhação e a dignidade. Esta última qualidade faz da personagem de Maria, uma Rossy de Palma em grande forma, a personagem mais forte e coerente de toda a história. O seu oposto é Anne, uma brilhante Toni Collette, talvez a personagem mais infeliz da história. O filme pertence por direito a estas duas grandes actrizes, tudo o resto passa-se em redor delas, incluindo os personagens. Há uma cena perto do final que eu acho nos faz ver Anne de forma diferente, como alguém que lá no fundo ainda tem algo de bom; sem querer revelar muito, é a cena em que Maria serve chá a Anne e ao seu convidado.
Se gostam de uma boa gargalhada e estão dispostos a enfrentar a realidade das diferenças de classes, acho que vão gostar muito deste filme. Eu gostei!

Classificação: 7 (de 1 a 10)


MANIFESTO de Julian Rosefeldt

A História: Doze personagens dissertam sobre o que é a arte ou simplesmente vivem as suas vidas.

O Filme: Este filme é um objecto estranho; não tem uma história que ligue os seus personagens, nem é um documentário. Acho que posso dizer que é um filme intelectual, que de certa forma crítica esse tipo de cinema e ao mesmo tempo enaltece a arte e nos dá uma imagem realista sobre o mundo em que vivemos. Como é dito no filme, hoje em dia vive-se demasiado depressa; no fundo, andamos todos a correr para quê?
Os sketches (vou-lhes chamar assim) variam de interesse e qualidade, mas em todos eles Cate Blanchett brilha como a grande e extraordinária actriz que é, revelando aqui, de uma vez por todas, a sua espantosa versatilidade.
Para mim, os momentos altos são os da coreógrafa, o discurso do funeral, a interminável oração à refeição, a sala de aulas e o telejornal, com reportagem em directo do exterior.
Com uma escolha cuidada e perfeita de cenários urbanos desprovidos de vida, o realizador/argumentista Julien Rosefeldt consegue fazer-nos rir, pensar, provocar alguma sensação de mau estar, por vezes dar-nos um leve bocejo. Tudo isto é arte.
Talvez não seja um filme fácil, mas merece uma visita atenciosa e de mente aberta. Mais que não seja, vão ver o filme pela fantástica Blanchett.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

READY PLAYER ONE: JOGADOR 1 (Ready Player One) de Steven Spielberg

O realizador Steven Spielberg demonstra, com este seu novo filme, que não perdeu o seu espírito juvenil e leva-nos numa divertida, por vezes emocionante, viagem virtual com tantas referências ao cinema, e não só, dos anos 80


No meu blog JORGE’S DARK PLACE podem ler a minha opinião sobre este filme, bem como ver uma pequena galeria de cartazes do mesmo: http://jorgesdarkplace.blogspot.pt/2018/04/ready-player-one-jogador-1-ready-player.html

quinta-feira, 29 de março de 2018

FESTA DO CINEMA ITALIANO 2018: OS CARTAZES

A 11ª Edição da FESTA DO CINEMA ITALIANO começa dia 4 de Abril no Cinema São Jorge em Lisboa, onde ficará até dia 12, com sessões também nos UCI Cinemas do Corte Inglês e na Cinemateca Portuguesa.

A FESTA também terá sessões no Porto, Cascais, Setúbal, Almada, Coimbra, Aveiro, Évora, Viseu, Beja e Moita


Para mais informações visitem o site do Festival: http://www.festadocinemaitaliano.com